Para que conste.

Não sei como é que se estuda.

Sugestões?

March 22, 2009. Uncategorized. 2 comments.

Novo elemento decorativo

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Temos um novo objecto decorativo à porta do nosso quarto.

March 15, 2009. Uncategorized. 2 comments.

Sitges > All

Sei que já vou um bocadinho atrasada para contar coisas do Carnaval, mas vale sempre a pena verem as fotos do melhor Carnaval de sempre: SITGES! Qual Veneza, qual Colónia, qual Rio de Janeiro, quais Torres Vedras. SITGES É O MELHOR CARNAVAL DO MUNDO! E se não acreditam em mim, perguntem-se a vocês mesmos: em que outro Carnval é que é possível começar-se a noite vestido de Drácula e acabá-la vestido de Barbie?

Se ainda não acreditam, podem ver o caso da Diana. Começou a noite de 80’s girl e acabou por ser algo entre o Harry Potter e um James Brown loiro.

*

Isto somos nós todos no início da noite.

Em cima – Federico, Viviana, Cacá, Eu, Diana

Em baixo – Maïder, Mette, outra Diana e Italiana.

Agora isto é o final da noite:

21.02.2009

March 3, 2009. Uncategorized. 1 comment.

Fenómenos Paranormais

Desculpem, mas não consigo ir dormir sem dizer isto.

Estava eu aqui na mesa da sala, mesmo em frente à porta do nosso quarto, descansadamente e ler os 10 Testamentos da Isabel, com a Diana já na cama há umas horas, assolou à porta do quarto uma assombração despenteada e de pijama que perguntava com uma voz de assombrosa normalidade: “Há leite em casa?”

Eu, apanhada de surpresa, não consegui pensar na quantidade de lacticínios armazenados. Fiquei de olhos arregalados e uma expressão de não-sei-se-tenha-medo-ou-se-me-ria e perguntei apenas, estupidamente “Diana… Estás a dormir?”.

Ao que a assombração me disse apenas “Não. Há leite?”.

Não havia. Acabei por lhe ir fazer um chá, só porque me disse que tinha saudades da mãe. Ás vezes, a vida cá em casa é estranha.

February 18, 2009. Uncategorized. 1 comment.

Joãozinho e Nandinho

Temos saudades vossas.

Estivemos aqui a ver as fotos dos últimos dias e ficámos nostálgicas. Venham cá de férias! Que é que estão a fazer em Vila Real e Aveiro? Não há aí nada… Só ovos moles. E em Vila Real nem há ovos moles. Voltem! O Paulinho já nem é o mesmo sem ti João.

 

Basilica Tibidabo

Visita a Tibidabo: eu a tirar uma Foto Espontânea © em frente à Basílica.

~

 

 

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A Aline já cá está em Barcelona e entretanto já conhece mais coisas que nós. Enquanto eu e a Diana andámos um mês à nora e a perdermo-nos dia sim dia não no meio de Barcelona, a Aline no segundo dia já tinha um mapa, um número espanhol e o ArtTicket para entrar nos museus todos. Aline, quando crescer, quero ser como tu.

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O Paulinho a fazer amigos para quando o João já cá não estivesse.

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Nós (quase) todos na despedida, no Papillon! Esq. para Dir: Fernando, Zé,Diana, Cacá, Mette, Marta e Diana.

Gostei mesmo da noite. E gostei mesmo de vos ter cá Joãozinho e Nandinho. E, apesar de viverem no meio do mato (o monte Tibidabo é, aparentemente, quase igual a Vila Real), nós prometemos ir-vos visitar, com o repelente de insectos, a faca do mato, e muitas saudades.

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February 18, 2009. Uncategorized. Leave a comment.

Quase…

Fim de semana de turismo… de quase turismo.

Culpa de quem? Do temporal de vento que atravessou Barcelona nos últimos dias. 100km/h dizem os peritos. A verdade é que tentámos subir a Tibidabo e não nos deixaram porque havia uma árvore caída no meio da estrada. Conclusão: ficámo-nos por uma tarde a comer bolos e a beber café numa pastelaria com um ar condicionado bem agradável…

Dia seguinte: tentamos ir ao Parc del Laberinto e também não nos deixam entrar por causa do temporal do dia anterior. Parece que os arbustos tinham ido pelos ares, só nos restou ficar na esplanada a apanhar sol e a beber café (btw, o café mais mal tirado de sempre. Só ultrapassado pelo que bebi no dia seguinte na faculdade. Volta Delta, estás perdoada).

Mientras tanto, decidimos subir a Montjuic (parece que eu tenho uma especial propensão em querer ir a pontos altos em dias de vento. Desta vez, não havia árvores na estrada.) Havia algumas caídas perto do castelo, dentro das muralhas, no parque… Mas na estrada, não. Lá subimos. Deixo-vos a reportagem fotográfica… (ui!).

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Recompensa por não subirmos a Tibidabo...

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À terceira é de vez: consegui fazer figura de turista!

Tenham medo. E não viram vocês a rua que fechou ao lado da minha pelo abatimento do tecto...

Tenham medo. E não viram vocês a rua que fechou ao lado da minha pelo abatimento do tecto...

Diana

January 27, 2009. Uncategorized. 4 comments.

Cuttlas, el bò

821138Cuttlas, o bom

January 15, 2009. Uncategorized. 1 comment.

Com o tanto que aconteceu em três meses…

, continua tudo na mesma. As pessoas, as situações. As discussões, as conversas. Os hábitos e os tiques.

E nem sabem o quão estranho isso é.

December 29, 2008. Uncategorized. 1 comment.

Back on the 6th.

É Natal, é Natal, ninguém leva a mal.

Estou há mais de 24 horas em solo português.

Ainda não comi pastéis de Belém.

Está cá mais frio. Só agora tenho noção do quão fria é a minha casa.

A Margem Sul é MESMO um deserto.

Não há pakis.

I kind of like it.

(É estranho ouvir as pessoas na rua a falar português.)

As pessoas que aprenderam a cantar as Dunas

As pessoas que aprenderam a cantar as Dunas

Girl's night

Girl's night

Os portugueses bueda fixes de Barcelona. A Diana e o Paulinho desapareceram da foto.

Os portugueses bueda fixes de Barcelona. A Diana e o Paulinho desapareceram da foto.

Anyways…

O segundo round começa dia 6 de Janeiro. Até lá.

December 19, 2008. Uncategorized. 2 comments.

Espalhar a cultura portuguesa é…

Ensinar a quarto franceses e a três chilenos a cantar a “Dunas” dos malogrados GNR.

Tenho provas, um dia destes ponho aqui o video.

December 13, 2008. Uncategorized. Leave a comment.

Obrigada Leo

Hamburgeres caseiros às 11 da noite com restos de gelado é a melhor coisa do mundo. Ainda por cima quando não são feitos por nós.  Se houver coisa que supere, só talvez as mini pizzas improvisadas feitas com pão de forma. Mimos a que só se tem direito quando se está há mais de 24 horas em casa a fazer o que se deveria ter feito durante 3 meses…

Back to work.

(Começo a pensar que a Marta apanhou o avião errado e foi parar ao outro lado do mundo. Oh well.)

December 10, 2008. Uncategorized. 3 comments.

Politiquices

Há espanholas com tomates

Btw, vamos a isto.

Isto de linkar coisas é fixe.

December 9, 2008. Uncategorized. Leave a comment.

Refunfuñar

Achei que devia partilhar convosco esta palavra. Quer dizer refilar! Não é fofo?

December 3, 2008. Uncategorized. Leave a comment.

Sabem o que é apresentar um trabalho em frente a umas 30 pessoas pasmadas a olhar para ti enquanto sentem aquela sensação de borboletas na barriga e não conseguem dizer nada daquilo que tinham pensado?

Imaginem fazê-lo numa língua estrangeira.

November 27, 2008. Uncategorized. 3 comments.

Busted!

Hoje de manhã fomos acordadas por violentas pancadas na porta as 9.30 da manhã. A Diana grita, estremunhada, a pensar que era o António. “Que é que queres???”

Ouve-se uma voz de mulher a barafustar qualquer coisa em espanhol. Chegou a senhoria.

Olho para baixo. O Pedro Garcia está a dormir em cima das almofadas do sofá. Os meus neurónios rastejam lentamente no meu cérebro até fazerem a associação: não podemos ter gente em casa. O Pedro está cá em casa. O sofá não tem assentos. A senhoria está cá em casa. A senhoria não é ceguinha. A senhoria viu o sofá.

Entretanto a mulher está a gritar com os portugueses tipo maníaca da perseguição: “QUIEN ESTÁ EN TU HABITACION????” E eles coitados, sem perceberem pevas.

Neste entretanto, estamos eu e a Diana a comunicar por telemóvel a tentar perceber o que fazer. Mas o meu cérebro continua uma lesma gigante. Resolvo levantar-me e ir tomar banho. No meio do banho invento uma história idiota sobre como entornei o meu chá em cima do sofá e tive de por as almofadas a secar.

Entretanto não voltei a ver a senhoria. Encontro-me à espera das consequências. Ninguém tem um sofazinho em Barcelona? Just in case?… Eu ocupo pouco espaço, prometo.

November 27, 2008. Uncategorized. 1 comment.

Bevölkerungsdichte

A Diana (adoro falar de mim na terceira pessoa) – pitosga de múltiplas dioptrias – decide, finalmente, comprar umas lentes de contacto e vai ao oculista.

Versão portuguesa:

Entro no oculista e dizem-me que o médico não está, que preciso de marcar uma hora noutro dia. Volto no dia seguinte para fazer os exames e, outra vez, tenho de esperar mais um bocado porque o médico está a atender outra pessoa qualquer… Finalmente, quando me deixam entrar, sou atendida aos três pontapés (ou pontapé e meio, que é mais rápido) e dão-me umas lentes para experimentar durante uma hora. Era a primeira vez que usava lentes e mal me explicaram como se punham… Quando volto, tiro as lentes (que são deitadas para o lixo) e o médico diz-me que está tudo bem, posso voltar dentro de uma semana para buscar o meu primeiro pack de 6 meses.

Preço: 90€

Versão espanhola:

Entro no oculista, espero 2 minutos (tempo de ir à casa de banho) e sou atendida por uma médica. Rapidamente me faz os testes e algumas perguntas e dá-me umas lentes para experimentar durante algumas horas. De volta, mais alguns daqueles testes confortáveis e simpáticos em coisas que parecem máquinas de tortura do século XIX. Enfim, ao que parece, tudo bem. Faltou apenas fazer um teste (de que eu nunca tinha ouvido falar) em que me põe tinta azul no olho para ver se tenho algum tipo de falha… Disse que poderia fazer dentro de uma semana, quando tiver mais uso das lentes. Enquanto isso, já que não tinha nenhum par de lentes, fiquei com as de teste. Mas volto lá de certeza, quero ficar a ver tudo em tons de azul durante 2 horas…

Preço: 45€ (incluindo 2 magníficas garrafas de líquido)

Míopes do mundo, que cidade escolheis para viver?

(E agora, perguntam vocês, o que é que Bevölkerungsdichte tem a ver para o assunto? Nada meus amigos, nada. É só uma palavra engraçada que eu nunca conseguirei pronunciar.)

November 26, 2008. Uncategorized. Leave a comment.

Já temos saudades!

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Pus esta foto para partilhar com o mundo a melhor rua em toda a cidade de Barcelona. E é a rua onde eu passo todos os dias para ir para a faculdade! A mãe do Luís passou com ele por esta rua e a primeira coisa que viu foi um gajo a picar-se. E na esquina mais lá à frente há um pequeno e animado grupo de paquis que todos os dias faz uma tertúlia para discutir as últimas novidades em estupefacientes! E para além disto tudo, um dos membros é também fã da Diana. Penso que vão abrir um clube.

Anyway, foi a Cláudia armada em turista que tirou a foto com a sua super máquina. Pena que eu pareça um espírito malévolo. Sabem aquelas fotos que circulam na net com fantasmas? É tipo isso. Mas a Mia vai super fashion com o meu casaco e o boné vintage da Diana. Ohmaigod!

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Aliás, como podem ver, passou-se todo um desfile dos meus casacos de inverno.

Miaa os skateboarders disseram-me que estão todos à espera que voltes para tirar mais fotos… E desta vez tens de apanhar um a cair!

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Meninas já estou com saudades vossas! :(

P.S, – Cláudia, só para dizer que estou ainda à espera do email formal de agradecimento. E espero que a minha cama esteja já montada para eu ir visitar a Escócia. Com o aquecimento ligado!

November 26, 2008. Uncategorized. 1 comment.

Os echamos de menos!!!

Extraño como un pato en el Manzanares,
torpe como un suicida sin vocación,
absurdo como un belga por soleares,
vacío como una isla sin Robinson,
oscuro como un túnel sin tren expreso,
negro como los ángeles de Machín,
febril como la carta de amor de un preso…,
Así estoy yo, así estoy yo, sin ti.
Perdido como un quinto en día de permiso,
como un santo sin paraíso,
como el ojo del maniquí,
huraño como un dandy con lamparones,
como un barco sin polizones…,
así estoy yo, así estoy yo, sin ti.
Más triste que un torero
al otro lado del telón de acero.
Así estoy yo, así estoy yo, sin ti.
Vencido como un viejo que pierde al tute,
lascivo como el beso del coronel,
furtivo como el Lute cuando era el Lute,
inquieto como un párroco en un burdel,
errante como un taxi por el desierto,
quemado como el cielo de Chernovil,
solo como un poeta en el aeropuerto…,
así estoy yo, así estoy yo, sin ti.
Inútil como un sello por triplicado,
como el semen de los ahorcados,
como el libro del porvenir,
violento como un niño sin cumpleaños,
como el perfume del desengaño…,
así estoy yo, así estoy yo, sin ti.
Más triste que un torero
al otro lado del telón de acero.
Así estoy yo, así estoy yo, sin ti.
Amargo como el vino del exiliado,
como el domingo del jubilado,
como una boda por lo civil,
macabro como el vientre de los misiles,
como un pájaro en un desfile…,
así estoy yo, así estoy yo, sin ti.
Más triste que un torero
al otro lado del telón de acero.
Así estoy yo, así estoy yo, sin ti.

Joaquín Sabina, Así estoy yo sin ti, 1987

José Cid, faz lá melhor…

November 11, 2008. Tags: , . Uncategorized. 1 comment.

Halloween!

Este título é ligeiramente descabido, tendo em conta que não chegámos a ir a lado nenhum porque já era tão tarde quando chegámos ao sítio suposto que tínhamos de pagar 12€ de entrada. O nosso Halloween foi, então, na rua a tirar fotos.

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Eu, destroçada por ter sido preterida. Por um gajo!

Eu, destroçada por ter sido preterida. Por um gajo!

A Diana encontrou uma máscara que lhe ficava bem. O único problema é que pertencia a um gajo que não conhecíamos.

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November 5, 2008. Uncategorized. 2 comments.

You and Me and Barcelona

Estavas a refilar que eu não ia escrever nada sobre teres cá estado? Então agora vou mesmo escrever. Mwahahah.

Foram dias mesmo diferentes, em que apreciei esta cidade de uma forma totalmente nova. Vi as coisas e as pessoas com outros olhos e senti o ar diferente. Se as semanas que tenho cá passado têm sido boas, então esta semana foi mesmo… guay.

dscf19041 E apesar de já ser a terceira vez que vou ao Parc Güell (sim, porque estamos sempre a fazer de guias turísticas:p) foi a primeira em que apreciei verdadeiramente, só pelo facto de me ter podido sentar à conversa, a fazer caras estúpidas para as fotos, a vandalizar as mesas de madeira, a comentar a velhota catalã que parecia saída da Beira Interior enquanto víamos os velhotes jogar à sueca (ou à catalana, ou o que fosse).

E foi bom ter ido comer um gofre de chocolate e banana sentada nas escadas da catedral gótica. E chatear as pessoas para nos tirarem fotos.

E gosto que sejas viciado em cafeína só para irmos descobrir cafézinhos com nomes parvos (Nicasso?) com velhotes simpáticos em cantos recônditos do Borne, onde o café sabe a café de Portugal.dscf1915

E gostei do nosso almoço no Fresco’s depois de corrermos Barceloneta inteira à procura de um restaurante.

E de sentar-me contigo no Maremagnum a olhar para as gaivotas e a tirar fotos estúpidas mais uma vez.

E gostei de dançar contigo, com os portugueses, com as Dianas e a Cacá no Apollo na Segunda-Feira Porca. (Mas isso também vou gostar de fazer quando não estiveres cá. Hehehe.)

Obrigada por teres feito directa, vindo num avião turbulento e teres apanhado um autocarro perdido de Girona. Já agora, podes voltar amanhã?

November 5, 2008. Uncategorized. 2 comments.

Chegou o inverno

Está frio. Chove que é uma coisa doida.

Comprei uma tablete de chocolate, vim para casa e enrolei-me na manta.

E daqui não saio.

October 28, 2008. Uncategorized. 1 comment.

Finding Neverland

Mais uma vez a Marta abandonou-me. (Isabel, cresce em mim um profundo e secreto ódio para com a sua pessoa. Amanhã até me vou esquecer dos teus anos e tudo, vais ver). Mas não, não fiquei em frente ao computador a ver filmes pseudo-lamechas acerca de escritores, de inspirações e miúdos – bla, bla, bla, até gosto do filme. Saí e fui à procura da minha Terra do Nunca.

Nunca pensei é que fosse tão literal. Em primeiro lugar, eu e mais 3 portugueses fomos à procura de uma festa Okupa no fim de Barcelona, como quem diz, no fim do mundo, porque o sítio para onde fomos nem se encontrava no mapa. Literalmente. Na verdade, a mim pareceu-me que tínhamos saído de Barcelona e que, através de uma realidade paralela, tínhamos aterrado em pela Islamabad, capital daquele país irmão de Barcelona. Passámos por um parque infantil e ninguém falava espanhol nem – advinhe-se – catalão. Até tive a inteligente ideia de comentar que devia de haver uma festa de máscaras algures devido à estranha indumentária de algumas senhoras, acabadinhas de sair do maior blockbuster de Bollywood. Sorte minha, ali ninguém percebia português.

Claro está que por aqueles lados tão pouco sabiam o que era uma Okupa – a julgar pela música aos altos berros que saía dos carros à nossa volta, continuávamos em Islamabad, onde penso que – não estou certa do que digo – os movimentos anarco-comunas ainda não chegaram.

Bem, lá nos fartámos de andar às voltas e conhecer toda a dinâmica citadina de Can Vidalet e voltámos para casa. Diga-se que este próspero subúrbio tem demasiadas semelhanças assustadoras com Almada e, mais precisamente, Corroios. Muitos prédios, muitas obras e um metro de superfície que não se percebe muito bem para que serve… Enfim, nada que uma boa suecada na cozinha não tenha resolvido para salvar a noite.

(Um último à parte: já sei realmente a prova dos nove da língua espanhola. Quando te começas a aperceber que um espanhol –  ou chileno ou argentino ou mexicano – não se ri de ti quando tentas dizer rojo ou jarra, quer dizer que estás a começar a aprender a língua decentemente e já te afastas la língua franca dos portugueses em terras espânicas, o portunhol).    

*

Uma palavra de apreço (ui!) a todos os que, mesmo longe, se lembraram do meu cumpleaños. Ah e tal, estão longe e sempre perto, aquelas coisas que sabem que eu nunca digo – o que não quer dizer que não as sinta. Por cá, fiz um jantar em casa (fiesta de piso, chamamos nós) com muita tortilla e pizza. Uma noite bem passada com os meus novos amigos. Os meus medos não se consumaram, por tanto, não tive a polícia à porta nem vizinhos estéricos a gritarem laputamadrecoño. Só o paqui da frente – o tal que não nos deu Internet – é que veio muito simpático perguntar se era possível baixar só um bocadiiinho a música, que ele tinha de se levantar às 5h e, vá lá, queria dormir só um pouquinho. Porreiro, se o vir na rua, ainda lhe compro uma birra ou uma cola.

Damn it. Antes do Erasmus acabar ainda vou receber um fatwa pelos meus pecados.

October 26, 2008. Uncategorized. Leave a comment.

Cumpleaños Feliz!

PARABÉNS A VOSOTRA

EN ESTA FECHA MUY CARIÑA

MUCHAS FELICIDADES

MUCHOS AÑOS DE VIDA !!!!!!!!

Bolas, é mesmo difícil fazer-se um post minimamente surpreendente quando se divide quarto com uma pessoa.

TE QUIEROOOOOOOO AMANHÃ PARTIMOS A CAMA DE VEZ!

October 24, 2008. Uncategorized. 3 comments.

Sem stress!

Eu no Razzmatazz

Isto sou eu a ver Of Montreal!

Nao foi um grande concerto, mas é uma pena. Eu gostei!

October 23, 2008. Uncategorized. 1 comment.

Só em Barcelona…

… é que um catalão pergunta a um estrageiro um caminho no mapa e espera ser informado decentemente.

 

E é mesmo.

October 13, 2008. Uncategorized. 1 comment.

I just don’t know what to do…

A Marta abadonou-me. Snif. Mas eu não deixo de postar no blog! Que hemos hecho por eses días? (Qualquer dia ponho-me só a falar em castelhano no blog para ver se treino mais). Bem, pelo que vejo das fotos, fomos outra vez ao Parque Guell, ao Parque da Ciutadella e ao Ovella Negra. Ah, e marquem este dia na vossa memória porque gravei o meu primeiro Info Idiomas… Foi mais o tempo que estive na sala de maquilhagem do que a gravar e engasguei-me mais de 10 vezes. Mesmo assim teve piada, quero mesmo gravar a minha primeira reportagem.

Enfim, lá vou eu deixar mais algumas fotos. Sei que a maioria não tem paciência para ler (não é Mia?) e eu também tenho outras coisas para fazer, como ler o texto de Teoria das Massas (que seca enorme!) e preparar o meu trabalho de rádio (Holaaaa Radio Japon…!). Começo a ter a impressão que vou ter de trabalhar aqui mais do que na Nova (também não é muito difícil, pois não?). Mas hoje até há o jantar da faculdade. Menos mal.

Eu e o Duncan

Eu e o Duncan no Parc Ciutadella

Mais um amigo no reino animalesco.

Mais um amigo no reino animalesco.

A grande experiência da Marta na arte de remar.

A grande experiência da Marta na arte de remar.

 

Mira, que guapas en el Parc Guell.

Mira, que guapas en el Parc Guell.

 

Ovella Negra

Ovella Negra

 

Sempre a fazer amigos entre os animais.

Sempre a fazer amigos entre os animais.

Me voy!

October 9, 2008. Uncategorized. 3 comments.

Odeio Catalão

Sim, apeteceu-me fazer um post só a dizer que odeio o catalão. Não exactamente o catalão. Só ter aulas de 2 horas em que não consigo perceber mais do que uma frase. Ok, uma frase é muito. Percebo palavras soltas que raramente têm significado. «Tarantino» foi a única coisa que a Marta percebeu na nosso primeira aula.

Si us plau. Molt bene. As duas únicas expressões que sei em catalão.

E odeio as máquinas de tirar fotocópias na Faculdade. Carreguei o meu cartão com 2€ e não consegui imprimir o que queria. Ainda por cima, inseri o cartão estupidamente na máquina de agrafar. Agora tenho o cartão electromagnético da fotocópias com uma tira de metal agarrada.

(Eu e a Marta já pensámos que o Catalão foi uma língua inventada por um grupo de espanhóis que na Idade Média quis começar a gozar com os primeiros turistas que apareceram. – Bora lá inventar um dialecto que ninguém perceba. Uma coisa que não seja nem francês, nem espanhol, nem italiano, nem português. Uma coisa que se fale muito rápido e que toda a gente pense que é neerlandês ou sueco).

Bora!

September 30, 2008. Uncategorized. 4 comments.

O dia em que quase tivemos net

Ultimamente, o nosso desespero por não conseguirmos Internet tem-nos levado a fazer coisas… das quais não nos vamos querer lembrar. Mas no outro dia o António teve uma ideia que eu vou querer recordar: lembrou-se que devíamos ir bater à porta dos vizinhos e pedir-lhes para nos darem a chave de rede e “partilhar” a net deles. Imaginem nós de porta em porta como se andássemos a vender Bíblias.

Só sei que entretanto vimos um casal a chegar a casa e fomos falar com eles. Interpelámos os senhores no meio das escadas, com eles cheios de sacos de compras e tudo. Pusemos os nossos melhores sorrisos e começámos a explicar a nossa triste situação. Que não conseguíamos ligar a Internet, que precisávamos de fazer trabalhos para a faculdade, bla bla blá… Até que a Diana quis explicar que estávamos em condições mesmo más, empolgou-se e disse que até “Tenemos que ir al Paquistanés!!”. Claro que ela não tinha reparado que o marido da senhora era de tez mais escura e que havia muitas probabilidades de ele ser oriundo do Paquistão…

Não foi nesse dia que conseguimos net.

September 30, 2008. Uncategorized. 1 comment.

Parc Güell

Depois de um post a despachar, vou tentar fazer algo menos careless hoje, até porque a Diana foi passear e estou aqui sem fazer nada. “I don’t know what to do with myself…”

Ontem fomos finalmente a um dos “musts” de Barcelona: Parc Güell. Depois de uns quantos fins de semana a tentar combinar a ida com a menina Cacá e a sua companheira de piso Diana (COF*QUESAOINCAPAZESDERESPONDERAMENSAGENS!!*COF) fomos com o António que mora connosco e dois amigos dele: o João, que também é brasileiro, e o Javier, que é Argentino. Depois de um belo, verde e saudável almoço no Fresco’s (nossa única extravagância nos últimos tempos!…) como despedida do Alejandro, que se foi embora de nossa casa deixando apenas o seu livro “Un mundo feliz” (Brave New World) que a Diana anda a ler militantemente (sempre acompanhada do dicionário) para ver se o espanhol se entranha.

Depois do nosso almoço yummy e veggie subimos aquilo tudo desde a estação de metro de Vallcarca até ao Parc. A nossa fotógrafa profissional tirou esta foto e saltou durante 15 minutos a dizer “OLHA OLHA AQUELE CORAÇÃO!! EPA PARECE UMA FOTO QUE TIREI EM MARROCOS!! EPA FICOU MESMO FIXE!! SOU MESMO BOA A TIRAR FOTOS COM LETRAS!!”.
Sim, fotos “com letras”.

A Diana pseudo-artista

A Diana pseudo-artista

 Entretanto, fomos andando e pedimos a alguém simpático que nos tirasse foto a todos para poderem ver:

"Cheeeeseee...tire a foto rapidamente e não fuja com a máquina, si us plau."

Cheeeese! "Despache-se a tirar a foto e não fuja com a máquina, si us plau."

Esquerda para a direita: Javier, António, Eu, Diana e João.

Continuámos o nosso caminho ao longo da estrada das palmeiras (segundo as nossas amigas canadianas, no Canadá não há palmeiras. tauuu!)

Como vêem, sou extremamente fáshion e fico bem em paisagens tropicais.

Como vêem, sou extremamente fáshion e fico bem em paisagens tropicais.

O Parc Güell é realmente um sítio fantástico, mas seria melhor ainda se não tivesse 1.000.000 de turistas por dia. No entanto, a Diana gostou do sítio, e comprou imediatamente uma modesta casinha para fazermos umas jantaradas (porque, como alguém mais observador notou, aqui há poucos vizinhos).

"É minha!"

"É minha!"

E acabámos nesta fantástica saída do Gaudí, em direcção ao famosíssimo lagarto.

As casinhas de chocolate! Lembra-me o Hansel and Graetel.

As casinhas de chocolate! Lembra-me o Hansel e Graetel.

E pronto, foi o nosso dia, por acaso muito bem passado. À noite experimentámos um bar novo, chamado Oveja Negra, mas não temos fotos infelizmente. De qualquer maneira, não há problema, porque decidimos lá voltar, MESMO. Estivemos com o Luís e com duas raparigas canadianas, a Maja e a Katie (que estuda em Madrid, mas prefere Barcelona! Mwahahaha.)

Deixo-vos com o novo amigo da Diana:

Diana e o Lagarto Gaudi.

Diana e o Lagarto Gaudí.

E esperam-vos novas fotos de um pequeno-almoço canadiano e de uma visita turística às igrejas barcelonenses. Será que a Diana travou amizade com mais algum membro do reino animal? Não percam o próximo episódio, porque nós também não.

September 29, 2008. Uncategorized. 3 comments.

American Music Club

Eu, a Marta e o Luis

Eu, a Marta e o Luís

Mark Eitzel
Mark Eitzel

A tal banda que fomos ver no outro dia à borla (é importante, diz a Marta). Ficam aqui mais fotos.

La Mercè, a santa mais fixe do mundo.

La Mercè, a santa mais fixe do mundo.

Entretanto, no dia 24 (dia da Mercè) fomos a Montjuic (ao Palau Nacional e ao Pueblo Espanhol) com o nosso grupo do Voluntariado Linguístico e ficam também aqui algumas fotos (porque não me apetece escrever).

 

Vistas do Palau Nacional

Vistas do Palau Nacional

A Marta armada em turista

A Marta armada em turista

Prometemos um futuro post com mais paciência.

September 27, 2008. Uncategorized. 1 comment.

Nunca perguntem a um turco…

 

Porque é que ele não come carne de porco.

Um turco escondido e um francês assustado.

Um turco escondido e um francês assustado.

Mesmo.

Entretanto, o que temos feito, perguntam vocês cheios de curiosidade por não termos postado nos últimos dias. «Tão ocupadinhas que nem têm um tempinho para aparecer na internetzinha e fazer um postzinho», dizem as velhotas do bairro de Lisboa.  «Ai, gostam tanto do Raval e de Barceloneta, que já nem se lembram de Alfama e da Mouraria…» Quiçá da Quinta da Carcereira e da Avenida. E de Benfica também.

Ok, ok, ok, ok, ok, ok. [Meu Deus, até já têm private jokes…]

A verdade é que estamos na Biblioteca da Faculdade porque estamos com problemas com a internet em casa e não temos conseguido vir ver o nosso bloguezinho. (A verdade é sempre mais chata, não é?)

Correfoc, festa tradicional catalã.

Correfoc, festa tradicional catalã.

Entretanto, fomos ao Correfoc, uma festa em que os catalães se vestem de diabos e lançam foguetes no meio da rua, tudo muito giro, mas temos que nos abrigar e andar com camisolas para nos proteger do fumo e das faíscas. (A Marta está aqui ao meu lado a dar uma de ambientalista e a dizer que os barcelonenses têm a Lei da Seca, mas depois andam pelas ruas à mangueirada no Correfoc, depois da festa acabar, para limpar as ruas e apagar as faíscas e restos de pólvora). Enfim, nesse mesmo dia (anteontem) pela tarde também fomos à Cosmocaixa que é uma espécie de museu da Ciência onde podemos experimentar as coisas. A Marta gostou muito, especialmente da parte de andar aos pares, tipo primária, para não nos perdermos uns dos outros – éramos uns 50 Erasmus com uma só coordenadora. Também gostou dos peixes. Eu cá gostei da capivara (google it) e da ave com quem falei durante quinze minutos. E sim, ela respondeu.

O meu primeiro amigo em Barcelona.

O meu primeiro amigo em Barcelona.

Mas depois fiz mais amigos, na discoteca BeCool. Da esquerda para a direita: Carolina, Cacá, Diana & Diana. A Marta estava a tirar a foto, ela é um pouco tímida, já sabem ela tem objectivofobia.

3 portuguesas e uma italiana.

3 portuguesas e uma italiana.

Por cá andam também as fiestas de la Mercé, uma espécie de festas da aldeia, só que à escala de Barcelona. Ou seja, em cada praça temos um concerto, o que dá por volta de alguns 10 palcos com bandas a tocarem à borla (yupiii! E não é Mónica Sintra, é mais tipo Primal Scream e American Music Club.. ) Até temos direito a um festival de cinema asiático ao ar livre no parque mais fixe do mundo – o parque de la Ciutadella. A Marta diz que o parque das Caldas é melhor, mas ela é provinciana. Por isso já descobrimos uma grande banda espanhola – os Xutos cá do bairro: Siniestro Total. Ca fixe.

Também vimos um concerto de uma banda portuguesa: If Lucy Fell, na Praça Reial, bem perto da nossa casa. E antes até os entrevistámos e tudo – um dia destes podem ouvir a entrevista na Rádio Zero. Por enquanto, nem programa temos para editá-la.

Praça Reial

Enfim, continuamos vivas, de boa saúde e felizes.

Hasta luego.

Hasta luego.

Adios!

September 22, 2008. Uncategorized. 5 comments.

Pessoas e Lugares #1

A mãe da Diana ligou-lhe quando estávamos ao pé do Arco do Triunfo e perguntou onde é que ela estava.

Chapéu!

Chapéu!

Foi tipo:
Mãe – Então, onde é que andam?

Diana – Mãe, estou ao pé do Arco do Triunfo!!

Mãe – (Silêncio)… mas… isso não é em Barcelona…

Pensava que a Diana tinha fugido para Paris. Ainda bem que não estávamos ao pé das Duas Torres.

 

A meio da tarde estávamos no nosso passatempo preferido, que é olhar para o mapa, e eu vi la Bosquet dels Encants. “Oh, bosque encantado! Vamos lá, deve ser mesmo lindo!!”. Chegámos ao bosque encantado e o que havia era uma arena de terra batida onde se fazia um mercado com barracas de metal. Assemelhava-se mais ou menos à Feira de Santana nas Caldas.

O nosso passatempo preferido

O nosso passatempo preferido

September 14, 2008. Uncategorized. 5 comments.

Pessoas e Lugares #2

Eu, a Diana, a Cacá e o Matthias

Eu, a Diana, a Cacá e o Matthias

Depois de uma série de passeios turísticos e poucas saídas, descobrimos finalmente qual é a melhor maneira de conhecer pessoas em Barcelona: sentarmo-nos num banco e esperar.
Se bem que normalmente não é o método mais eficaz de conseguir aquilo que queremos (a menos que queiramos cocó de pássaro na cabeça), aqui em Barcelona revelou-se tiro-e-queda. Descobrimos isso sem querer na sexta-feira, enquanto esperávamos pela Cacá e pela Diana de Braga. Sentámo-nos num banquinho das Ramblas a fazer tempo e eis senão quando vêm dois rapazes de aspecto ligeiramente duvidoso perguntar se tinhamos lume… Se fosse em Lisboa, acho que tinha ficado sem o telemóvel antes de ter tido tempo para responder, portanto imaginam a minha apreensão face a este pequeno encontro com dois mitras sorridentes. Mas afinal vinham da República Dominicana e estavam a estudar em Barcelona, só queriam mesmo conversa. Por estas e por outras me parece que em termos de segurança esta cidade está muito à frente. É estranho, porque há muitos assaltos, mas não se vêem. Ainda no outro dia estavamos a comentar que estão por aí um monte de bicicletas completamente estripadas. Já não têm rodas nem assento nem guiador nem pedais. Nada que seja possível retirar delas se mantém. No entanto, nunca vimos ninguém a tirar nada… É pessoal fixe, muito discreto. Também nessa noite conhecemos um amigável nigeriano que se chamava “Omefrei”, como “el actor, Omefrei Bogart”! Era um senhor muito poliglota, falava todas as línguas, mas não se percebia muito bem nenhuma.
E foi o nosso primeiro contacto com o pessoal barcelonense. Ontem, como era sábado, travámos logo uma série de conhecimentos. Depois de uma ida meia frustrada à discoteca Ribellino’s que, em vez de erasmus, tinha apenas uns quantos cotas bem vestidos, acabámos no meio de la Plaça Reial, onde conhecemos dois alemães, o Max e o Mathias. O Mathias tinha 27 anos e não fazia nada da vida, vivia à custa dos pais e andava de férias com o dinheiro deles. Diz que quer fazer isso até aos 34 anos. No entanto, também diz que tirou o curso de Física com 1.0, que é tipo, 20. Certo…

September 14, 2008. Uncategorized. 1 comment.

Electro Minimal

Ontem fomos sair à noite. Andámos e foi basicamente isso. Começámos por ir ter com o Luís e os dois amigos dele, que ainda andam à procura de casa a Drassanes e subimos as Ramblas até à Praça da Catalunha para ir ter com a Cacá e a sua room mate… Mas não correu lá muito bem. O tempo estava abafadissímo, mas começou a chover torrencialmente (vá, um bom bocado) e tivémos que nos refugiar debaixo da paragem dos autocarros.

A Marta quase, quase a fazer amigos.

A Marta quase, quase a fazer amigos.

Estivémos lá um bom bocado a falar com o Luís e os amigos até quase nos esquecermos da Cacá. Quando parou de chover, lá tentámos ir ter com ela, mas acontece que ela ainda estava na outra ponta da cidade à espera de um comboio fantasma. Claro está que as coisas translúcidas não são de fiar e ela ficou meia hora à espera do dito cujo, que não chegou a aparecer… Resumindo e concluindo: eu e a Marta acabámos a noite as duas sentadas na Praça da Catalunha, onde nos tentaram impingir cerveja de lata e convites para festas de Electro Minimal com direito a réplica da música e tudo (conecen electro minimal? Es puntz, puntz, puntz!)

Hoje andámos a tratar de «coisas», mas parece que não fizémos nada. Fomos ao Consulado inscrever-nos, tentámos requisitar um cartão para alugar bicicletas (aqui anda muita gente de bicicleta, mas nós ainda não conseguimos porque não somos residentes) e fomos à Polícia – que estava fechada – tentar saber como nos tornamos resisdentes. Deixo aqui umas fotos.

A sopa que comemos ontem ao jantar. Não mãe, não comemos só sopa, depois fizémos uma massa à bolonhesa.

A sopa que comemos ontem ao jantar. Não mãe, não comemos só sopa, depois fizémos uma massa à bolonhesa.

 

Uma pita vegetariana, comprada a um polaco desdentado que adorava Portugal, a Super Bock e os pastéis de Belém. De 2 em 2 segundos dizia «alerraite!!».

Uma pita vegetariana, comprada a um polaco desdentado que adorava Portugal, a Super Bock e os pastéis de Belém. De 2 em 2 segundos dizia «alerraite!!».

A nossa guia privada por Barcelona.

A nossa guia privada por Barcelona.

Muito sérias a admirarmos a traseira da catedral gótica (acho eu!)

Muito sérias a admirarmos a traseira da catedral gótica (acho eu!)

Hasta luego!
Diana

September 12, 2008. Uncategorized. 1 comment.

tornado

“Barcelona é tão fixe, tão fixe, que ficamos em casa a escrever no blog.”

É mentira. Fomos à praia hoje! A praia de Barcelona é muito bonita. Estão a imaginar praias desertas, de areia alva e virgem e água cristalina?… Tem nada a ver.

Vejam a paradisiaca praia atrás de nós

Vejam a paradisíaca praia atrás de nós. Sem uma brisa!

 No meio desta nossa visita, fomos apanhadas por um pequeno tornado que passava ao pé da praia, daí o nosso penteado radical. A máquina também não quis ajudar, porque estava com pouca bateria, então só dava para gritar “tira tira tira!!” e tinhamos mais ou menos dois segundos para centrar, daí ter saído essa foto que estão a ver.

E pronto, andámos a passear pelas ruas e comemos um belo almoço no Burger King (Luís, estás orgulhoso de nós?? :D ). Entretanto já comprámos umas patatas y unas cenoiras y vamos a hacer una bonita sopita en la cucina! Hasta pronto muchachos!

September 11, 2008. Uncategorized. 1 comment.

We’re in Barcelona!

Tendo em conta a escassez de blogs escritos por estudantes Erasmus, eu e a Diana resolvemos nadar contra a corrente e tomar a iniciativa de criar um espaço totalmente diferente de tudo o que já foi visto até agora… O entusiasmo da Diana foi de tal ordem que, mal criámos a conta no WordPress, caiu profundamente a dormir. Portanto, cá estou eu a fazer a inauguração.

Não acredito que trouxe um ferro de engomar!

"Não acredito que trouxe um ferro de engomar!"

 E o meu dia começou com a animação própria de um acordar às 8.30 da manhã, para apanhar um vôo ao 12h40. A minha mala, saudavelmente gorducha, encontrou a da Diana, morbidamente obesa e, juntas, rezaram para que a senhora do check-in não ligasse muito a essas coisas das dietas. Infelizmente, todos sabemos como estamos de descriminação à conta das aparências, e fomos obrigadas a fazer malabarismos para despachar uma mala mais pequena com a tralha das outras duas. Claro que percebi ao longo deste processo porque é que a mala da Diana estava naquela estado de super-nutrição: tinha ingerido largas quantidades de gel de banho, champô, sabonetes e cremes hidratantes, juntamente com um ferro de passar roupa… Podiam pensar “Mas vão para a Ossétia do Sul?” e não, é mesmo Barcelona.

Depois de tudo isto e das despedidas todas feitas foi uma viagem muito calminha de avião. A tia da Diana deu-nos boleia até casa e lá ficámos cheiras de malas no fim da Carrer Ample. O marido da senhoria foi-nos buscar e fez-nos uma visita rápida à casa… As minhas expectativas estavam bem baixinhas, porque arranjar casa pela net não é bem a mesma coisa… Estava-me a ver enfiada numa dispensa com um janelico e duas camas. Mas afinal não! É toda artsy a casa. Temos um candeeiro na entrada feito de cartas de jogar, uma construção em maços de tabaco, posters pela sala, fotos… Até os nossos candeeiros de mesa-de-cabeceira estão escritos a marcador. Tem espírito, personalidade, é criativa e estudantil… E para além disso temos um quarto grande com montes de espaço e sítios para por tralha.

A vista da nossa varanda:

Bairro Gótico, vista para o porto… Não estamos mal.

Quanto às pessoas cá de casa, não sei muito bem ainda… Temos um Alejandro com um ar um bocado mitra que parece que se vai embora, um Hector e um António que é brasileiro. Parece que vem mais gente, mas ainda não estão cá..

Entretanto também estou completamente morta, porque a tia da Diana, cheia de boas intenções, quis mostrar-nos logo no primeiro dia onde era tudo (desde a faculdade, passando pelo centro de saúde, os bares, um cantinho brasileiro mesmo ao pé de casa! e uma quantidade inacreditável de supermercados paquistaneses. Temos montes de Apu’s! xD lol). As saudades são muitas, especialmente porque nestes primeiros dias me sinto desenraizada.. Caras desconhecidas, sítios desconhecidos, língua estranha. Sinto saudades da familiaridade com que sempre andei pelas Caldas e com que ando agora por Lisboa. Entretanto vou ouvindo a conversa desta rua que, apesar de já ser velhota, às duas da manhã consegue ainda estar tão cheia de vida e animação..

September 11, 2008. Uncategorized. 1 comment.